sábado, 15 de setembro de 2012

As ditas esquisitices


Tartes Tatin na minha cozinha são muito frequentes, normalmente de pêra ou maçã. O ruibarbo é um legume sobre o qual já encontrei algumas receitas e despertou-me a curiosidade por ser utilizado em sobremesas e pela peculiaridade do ingrediente. 
O problema estava em encontrá-lo... Fazendo uma pesquisa rápida acerca deste legume, descobri que a origem é japonesa, mas o grande produtor e consumidor deste legume são os Ingleses, que o trouxeram do Oriente no século XIII. Só o caule é comestível, as folhas não se podem ingerir. Sendo assim, liguei para a minha "irmã temporariamente inglesa" e pedi para me trazer um pouquinho deste legume para puder experimentar. Preparei a tarte exatamente como preparo com as frutas, caramelizando o ruibarbo cortado em pedaços com manteiga e açúcar demerara, depois de colocar na tarteira, cobri com a massa folhada, e foi ao forno até a massa estar dourada.
Fui a primeira a provar e adorei!! 
Tem uma polpa suave e doce. O Francisco também gostou muito, e todos os que também gostaram não sabiam o que estavam a comer. Quem viu a confeção (mãe, pai e Luís) não arriscaram a prova,argumentado com um já frequente "Tu e as tuas esquisitices!", mas pode ser que seja para a próxima, quando já for colhido da nossa horta...


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Lucky Luke

Já deveria ter postado aqui esta receita há algum tempo, porque é um dos maiores sucessos da minha cozinha!! É mais rápida que a própria sombra, tanto na preparação como a desaparecer da mesa... Quando digo que vou fazer um tiramisú, todos esperam pela típica travessa em camadas, mas prefiro uma apresentação mais fofinha, e preparo uma Charlotte de tiramisú tida Pipi. Agora que a saudade aperta com muita força, lembro-me do olhar orgulhoso do Luís para a sobremesa que tanto gosta que prepare. Bem, vou deixar-me de lamechices, e vamos lá aos ingredientes: 
  - 250g de Mascarpone
  - 125g de açúcar em pó
  - 3 ovos (gemas separadas das claras)
  - 2 colheres de sopa de vinho do Porto
  - Palitos "La Reine"
  - 3 a 4 cafés frios
As claras devem ser batidas em castelo (o Luís coloca uma pitada de sal e ficam bem melhores, esta é a parte da qual ele se encarrega). À parte, bater as gemas com o açúcar em pó até obter um creme esbranquiçado. De seguida, misturar o mascarpone e o vinho do Porto. Por fim, no preparado de mascarpone, envolver as claras levemente com uma colher de metal. Forrar uma terrina alta com película aderente. Molhar os palitos em café, mas este processo tem que ser muito rápido ou os palitos ficarão muito pesados e a Charlotte abate depois de desenformada. Colocar palitos no fundo da terrina e nas paredes, e no interior colocar o preparado de mascarpone. Terminar tapando o preparado com mais palitos embebidos em café, e tapar com película aderente. Colocar um prato em cima para fazer algum peso na massa. Colocar no frigorífico no mínimo 3h (fica perfeito se ficar a noite toda no frigorífico). Desenformar e polvilhar com cacau em pó. 

Deliciem-se...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A todo o Vapor!!!

Há muito tempo que queria uma panela de bambu para cozinhar a vapor, mas nunca a encontrei. Referi à minha "irmã do coração" que andava em busca da panelinha perdida, e ela lá a conseguiu arranjar em terras de Sua Majestade!! 
Um pouco às apalpadelas, no sábado eu e o Luís tentamos descobrir os segredos desta panela-mais-fofa. Então decidimos cozinhar gambas com molho de soja e pimentos e tomate cereja da nossa horta. 
Esta panela tem que ser colocada por cima de um recipiente com água fervente ou com um caldo que liberte o vapor que vai cozer os alimentos, mas a panela de bambu não pode tocar no caldo! Nós optamos por um caldo que foi preparado com um pouco de água, molho de soja, algumas rodelas de limão, algumas fatias de pimento italiano e um ramo de tomilho (também da horta). 
Na base dos "pratos" da panela, colocamos uma folha de papel vegetal, para evitar o contacto dos alimentos com o bambu.
Para a marinada das gambas utilizamos alho picado, molho de soja, sumo de um limão, pimento italiano (q.b.) e tomilho. colocamos as gambas no segundo prato da panela, pois cozinham mais rápido que os legumes.
No prato de baixo da panela colocamos uma base de rodelas de limão, pimento branco e vermelho em fatias finas, tomate cereja, tomilho, pimento italiano picado e uma pitada de sal. 
Colocamos a panela de bambu em cima do recipiente com o caldo a ferver, e cerca de 10min mais tarde, o jantar estava pronto a servir!! Como foi uma noite mais para os sabores orientais, servimos com arroz basmati. 

Diferente, saudável e delicioso...



Tornare troppo piccanti

Meus caros "bloguianos",  eu peço imensa desculpa pelo desaparecimento súbito, mas estou a passar por uma fase de sentimentalismo precoce, saudade antecipada, mas cá nos vamos aguentando... Durante este período de acumulação de mimos para os tempos que se vão aproximando, houveram algumas novidades na minha cozinha e na minha horta!
Já tenho pimentos italianos (peperoni) plantados na horta, e as sementes de rúcula também já estão semeadas. Tomates é com fartura, tanto do cereja como o coração de boi.
Quando me ofereceram os pés de pimento italiano para plantar, trouxe também os pimentinhos picantes que eu tanto aprecio!
Como tinha muita quantidade, aproveitei para fazer uma garrafinha de azeite aromatizado muito muito picantezinho e com um cheirinho a tomilho!

Para além disso, aproveitando a fartura, ainda cozinhei umas tartes de legumes e mangericão (da avó Cecília). 
Para esta receita precisam de (para quatro tartes individuais):
- 1 base de massa folhada retangular
- Azeite para pincelar
- 4 cogumelos portobelo
- 1 chalota
- 3 tomates maduros
- 5-6 folhas grandes de mangericão
- 1 pimento italiano 
- 100g de queijo emmental em lascas grandes
Cortar a massa em quatro retangulos. passar a faca pela massa desenhando um retangulo menor onde se vão colocar os ingredientes. 


Pincelar a massa com azeite e colocar a chalota em meias luas muito finas. Dispor o tomate às rodelas e os cogumelos em fatias finas por cima. colocar as folhas de mangericão e três ou quatro fatias de pimento italiano (atenção que é muito picante!! Para quem não aprecia, substituir por pimento normal). Para finalizar, cobrir com raspa de emmental e levar ao forno até a massa ficar dourada e estaladiça. 

Para o Luís, que não aprecia mangericão, não o coloquei, e o resultado é igualmente delicioso, apesar de perder um pouco de frescura. Acompanhem com uma saladinha de rúcula e alface roxa, temperada com o azeite aromatizado.
Volto a repetir que o pimento italiano é MESMO muito picante, por isso não abusem... 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Soberbo!!


Este fim de semana apeteceu-nos cometer uma "loucura gastronómica", mas sem sair de casa para comer a tradicional fast-food! Eu sei que parece complicado, mas o nosso drama foi o seguinte: sim, apetecia-nos fast-food, mas mais requintada... Então ficamos por casa, e cozinhamos uma pizza com ingredientes frescos e deliciosos!!

Para confecionar a nossa "pizza semi-gourmet" utilizamos:
- massa de 4 pães brancos
- cerca de 15 tomates cereja (da horta)
- pimento italiano (verde e vermelho, mas só duas tirinhas de cada, poi é extremamente picante!)
- cebola (1/2 picada + 1/2 em meias luas muito finas)
- 1/2 pimento verde em tiras finas 
- 1/2 pimento vermelho em tiras finas
- 3 cogumelos frescos (fatiados muito finos)
- 4 fatias de presunto
- 1 bola de mozarela fresca
- Aproximadamente 200g de mozarela ralada
- 100g de rúcula (temperada com um pouco de sal, vinagre de sidra e azeite aromatizado com tomilho e pimento italiano)
Para o molho de tomate, colocar a cebola e as tiras de pimento italiano picados com o azeite, deixando a cebola ficar fragrante. Acrescentar cerca de 10 tomates cereja sem pele e deixar refogar, temperando com uma pitada de sal. Depois de estar cozinhado, passar com a varinha. 
Tender a massa de pizza e colocar em cima de um tabuleiro com o tapete de silicone. Colocar o molho de tomate por cima da base, e cobrir com queijo ralado. Colocar os cogumelos laminados, a cebola, os pimentos, a mozarela fresca em fatias e o presunto. Voltar a cobrir com queijo e colocar os restantes tomates cereja por cima. Forno a 200ºC cerca de 30minutos, mais 2minutos a gratinar. Retirar do forno e colocar a rúcula no centro da pizza.

Resultado: Soberbo!!! Ficamos sem palavras...

Aproveitar e transformar

Estamos numa época em que a fruta lá em casa abunda!! Amigos e vizinhos têm as fruteiras carregadas e espalham todos os tipos de fruta pelas casas de amigos e conhecidos... Esta semana foram as peras e os abrunhos que encheram a cesta da fruta lá de casa.
Como fomos almoçar a casa de uns colegas dos meus pais, e o tempo no sábado foi escasso (passei horas na cabeleireira!!), optei por fazer a sobremesa mais rápida de sempre: tarte tatin de pera! Bem, esta já não é novidade para ninguém, faço-a imensas vezes!
Lancei um olhar rápido para o cesto, e os abrunhos pareciam nascer do fundo do cesto, e iam acabar por estragar-se... Pequei em alguns, descarocei-os, e caramelizei as metades no tacho com manteiga e açúcar demerara. Dispus as metades, com a polpa voltada para baixo, numa tarteira, e cobri com a massa folhada. Forno a 180ºC, cerca de 15-20minutos. 
Resultou bem, com uma cor interessante e um travo ácido que torna esta tarte uma sobremesa muito curiosa! Agradou a todos, o que me deixou deliciada... 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Amândio Restaurante

Não me canso de referir que o Geocaching é um dos passatempos mais fantásticos que se pode ter, e agradeço desde já à Marina e ao Ricardo por nos terem passado o bichinho!! Agora os nossos tempos livres são passados a planear e a fazer geocaching por esse País/Mundo fora... No domingo decidi que iríamos para terras de Caminha, que tanto aprecio! Além da primeira cache internacional (Espanha), descobrimos, numa ruazinha muito acolhedora de Caminha, um Restaurante fantástico, que encheu as minhas medidas até cá cima!! Só aquela janela com livros e mais livros, ahhh, fiquei logo satisfeita e ainda nem tinha entrado.
Passei a porta, e entrei num mundo que me agrada tanto tanto: eram antiguidades por todo o lado, desde livros, loiça (incluindo a travessa de couve, que quero tanto!), máquinas fotográficas,... fiquei mesmo fascinada!















Bem, depois de vermos a carta, lá nos decidimos por um prato que até é mais ou menos frequente lá em casa, o arroz de Tamboril.
 Para calar a nossa fome enquanto esperávamos pelo ator principal, o Sr. Amândio (proprietário do restaurante, simpatiquíssimo) trouxe as entradas: salada de feijão miúdo, salada de grão, uma saladinha de cogumelos e pimentos, melão, queijo, presunto e um chouriço de comer e chorar por mais! Enquanto isso, aproveitei para registar em foto todo o pormenor do interior do restaurante.
Eis que chega o tão aguardado arroz de tamboril, e com ele os pratos com a fantástica caricatura do Sr. Amândio, pormenor que achei inteligentíssimo!
O arroz estava delicioso, muito semelhante ao que costumo preparar, mas com o bónus da ameijoa, e para os papás, regado com um fresco Alvarinho.
Depois da barrigada do prato principal, rematamos com umas rabanadas em calda de açúcar e tarte de ovos e canela. 
Certamente voltarei a pecar, e vocês pequem também, e aproveitem para conhecer melhor as Terras de Caminha.